Meu envolvimento com a música se deu praticamente ao mesmo tempo em que conheci o Espiritismo. Havia iniciado o aprendizado do instrumento com bastante entusiasmo e afinco no ano de 1993, uma verdadeira sintonia com o ofício, proporcionando-me muitos momentos agradáveis e um desejo enorme de aprofundar a técnica de tocar um instrumento. No mesmo ano, pude conhecer a mocidade espírita e reencontrar ali grandes amigos. Logo no primeiro dia, recebi uma pasta lotada de músicas (que tenho até hoje), cuja maioria nem conhecia, mas que, à medida que eu participava de encontros de mocidades, eventos e shows, chegava correndo em casa, pegava a minha pasta e olha lá:  a cifra da música prontinha e só me esperando para ser tocada! A vivência da COMECON (Confraternização de Mocidades Espíritas de Contagem) foi muito importante para o meu amadurecimento como espírita e como músico, pois sempre era convidado a integrar os trabalhos da Comissão de Integração (responsável pelas músicas do evento) e durante muitos anos pude estudar e interpretar musicalmente o rico e vasto repertório musical do Espiritismo, muitas canções nascidas nas décadas de 70 e 80, fruto dos primeiros movimentos juvenis espíritas e que se alastraram até os tempos atuais. Posteriormente fiz aulas de violão clássico e era também autodidata ao querer aprender músicas mais complexas. Cheguei até a lecionar para algumas pessoas e não é que alguns chegaram mesmo a me superar! Depois fui conhecendo aos poucos os meninos e as meninas que hoje fazem parte da família Verbos de Versos, cada um de maneira especial. Resolvemos realizar um trabalho de registro das músicas compostas por nós e por amigos nossos, jóias raras que mereciam ser cantadas e reencantadas. Hoje estou construindo minha profissão na área de projetos, mas guardo o sonho antigo de poder estudar música em nível mais profundo.

 

  Moisés Luna